História do Barbear

A história de barbear confunde-se obviamente com a história da remoção de pelos e cabelos, além da barba e bigode.

Esse processo iniciou-se há milhares de anos, já com os Neandertais, onde pinturas em cavernas mostram homens cortando pelos com conchas do mar, cacos de pedra, lascas de vidro vulcânico, etc.

Mas não foi até 4000 antes de Cristo que o hábito de cortar cabelos, barba e pelos popularizou-se. Os antigos Egípcios eram notórios por sua quase obsessão em corpos depilados e livres de piolhos. Desenvolveram o uso de facas afiadas de cobre ou bronze, onde os mais ricos da sociedade tinham suas cabeças raspadas por seus funcionários.Na antiga Mesopotâmia os barbeiros eram bastante estimados, e ofereciam até alguma sofisticação, com óleos e massagens. Imaginem o salto que ocorreu, o boom, após a era do metal? Ferramentas mais apropriadas, com lâminas ou pseudo-lâminas, mudaram os hábitos dos então Gregos, Romanos e Escandinavos, em torno de 400AC a 50 AC. A partir dessa época a barba teve seus períodos de alta e baixa na moda dos impérios e reinados. Na Inglaterra, o rei historicamente determinava a moda sobre as barbas; mas barbear-se era geralmente privilégio dos cortesãos e dos ricos; utensílios de barbear eram caros e difíceis de encontrar. Na França iniciou-se a idéia do homem barbear-se sozinho, em casa, o que até então não se fazia. Veio o aço, e com ele lâminas de melhor qualidade e a difusão do método caseiro de barbear, já nos séculos 17 e 18. Credita-se a um Francês, Jacques Perret, em 1762 a invenção de um utensílio semelhante àquilo que chamamos hoje de barbeador, embora não tenha sido patenteado nem difundido na época. A navalha já era conhecida desde meados de 1680, mas somente no século 19, em 1847, que um inglês ( William Henson ) a aperfeiçoou, tornando-a em um aparelho de barbear de duas peças, como a conhecemos hoje. Fato que teve uma enorme aceitação pública e impulsionou a indústria cosmética em toda a Inglaterra. Trinta anos depois, nos EUA, inventaram-se os barbeadores com dupla lâmina acoplada, os safetyrazors (1880 pelos irmãos Kampfe). Esses foram aperfeiçoados e mundialmente difundidos pelo tão conhecido King Camp Gillette, em torno 1901. Desde então, os materiais tem evoluído até o que conhecemos hoje. É importante frisar a participação de Gillette no desenvolvimento das lâminas descartáveis e aparelhos com duas ou mais lâminas, e o jeito prático e descartável de barbear, que predominou a partir dos anos 1970, em conjunto com as espumas prontas. Em 1965, a Inglaterra lançou as lâminas de aço inoxidável, o que contribuiu consideravelmente para a difusão da técnica caseira de barbear, pois diminuíram os custos da troca frequente de lâminas, uma vez que a ferrugem era pouco importante nesse material. Nos anos 80,90 e 2000 o que se viu foi o aperfeiçoamento das lâminas descartáveis, barbeadores elétricos e espumas. Porém, no inicio do século XXI, voltaram à tona, os métodos já consagrados e clássicos, dessa vez com a dobradinha: à moda antiga, porém com nova tecnologia, além do incremento dos sabões, cremes, loções e bálsamos pós-barba, um tanto esquecidos no final do século XX. Quanto aos pincéis de barbear, parece ter sido criado na França em meados de 1750. Tornaram-se mais populares após o desenvolvimento do hábito caseiro de se barbear e com a disponibilidade de novos produtos cosméticos. Na época era símbolo de status e influência. Enfim, hoje temos em mãos, uma gama de produtos que foram sendo aperfeiçoados com o passar dos anos e até séculos. Podemos aliar a tradição à tecnologia e alcançar resultados jamais pensados no passado.